E-BOOK: Marco da Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens reúne informações sobre conceitos, princípios, leis, instituições e projetos sobre o tema

O UNICEF e a Secretária Nacional da Juventude (SNJ) publicam, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o primeiro Marco de Referência sobre Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens. O material tem como objetivo dar um primeiro e consistente passo para a sistematização das experiências de participação e para a construção de um marco de referência sobre esse tema. O documento é uma tentativa de organizar e atualizar os conceitos mais básicos sobre a participação na perspectiva dos próprios jovens, compilar a normativa internacional e as leis nacionais, além de registrar práticas e espaços de participação para inspirar debates e reflexões, fortalecendo, cada vez mais, o direito à participação, conforme prevê o artigo 12 da Convenção sobre os Direitos da Criança.

As experiências apresentadas no documento foram apresentadas durante a Oficina Internacional de Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens, realizada em dezembro de 2013, em Brasília, com 100 participantes de 12 países. Na ocasião, os participantes também definiram os principais conceitos e princípios referentes ao tema e discutiram os desafios e possibilidades para efetivar o direito à participação em seus países.

No Brasil, a ideia de participação de adolescentes e jovens nos debates e fóruns relacionados aos temas que afetam suas vidas vem ganhado força tanto entre os próprios jovens quanto por parte de gestores de políticas públicas, instituições nacionais e internacionais, pesquisadores, educadores e outros atores sociais. Em diferentes setores dos governos e da sociedade, existe uma expectativa de que adolescentes e jovens exercitem seu direito de participação e contribuam desde cedo para o fortalecimento da democracia, ajudando, dessa forma, a encontrar as soluções necessárias para a construção de um mundo melhor.

Com esta publicação, o UNICEF e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) do Brasil, reforçam a ideia de que a participação não é apenas um direito, mas também uma oportunidade de desenvolvimento e um instrumento poderoso para a superação das vulnerabilidades que ainda afetam o cotidiano de adolescentes e jovens. Participar significa tomar parte de, e não simplesmente ser parte de alguma coisa. Implica oportunidades e capacidade de influenciar processos de decisão e a tomada de ação. Por conseguinte, os adolescentes e jovens caracterizados pela interação, busca de autonomia e construção da identidade, podem desempenhar um papel central também em seu próprio processo de desenvolvimento por meio da aquisição de habilidades, com base na participação social.

 

Acesse o Marco de Referência sobre Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens

 

Mais informações:
Maria Estela Caparelli
E-mail:mecaparelli@unicef.org
Telefone: (61) 3035 1963

Publicado em 3 de Fevereiro de 2015. Portal da Juventude.

LIVRO: Identidade, branquitude e negritude – contribuições para a psicologia social no Brasil: novos ensaios, relatos de experiência e de pesquisa

CEERT lança a coletânea “Identidade, branquitude e negritude – contribuições para a psicologia social no Brasil: novos ensaios, relatos de experiência e de pesquisa”

O racismo institucional, a pertença religiosa, a literatura, os processos de exclusão de crianças e adolescentes quilombolas e a complexidade do corpo negro são temas tratados nesta publicação de forma articulada, com a dimensão identitária das relações raciais, por diferentes autoras e autores, por meio de relatos de experiências profissionais, estudos teóricos e ensaio.

O objetivo é focalizar a complexidade da identidade racial de brancos e negros, afetada diretamente pelo sistema de relações raciais vigente, em que a desigualdade e a exclusão racial são agudas, e brancos e negros são colocados em lugares simbólicos e concretos extremamente diferentes, não raro antagônicos, muitas vezes vendo a si próprios e ao outro de maneira distorcida, o que favorece o tensionamento entre os grupos, bem como a permanência do quadro das desigualdades.

A compreensão da dimensão subjetiva e de seus meandros pode propiciar uma leitura mais profunda do contexto racial em que estão inseridos os diferentes grupos, criando condições para a construção de uma sociedade mais igualitária e democrática.

Maria Aparecida da Silva Bento

Fonte : CEERT

%d blogueiros gostam disto: